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Relatório de Tráfego dos Atendimentos · Abril 2026
Relatório · Atendimentos · Maio 2026

Análise de Tráfego dos Atendimentos
e Projeções para Equilíbrio Financeiro

Base: tráfego pago para captação de pacientes (março e abril/2026)

1. Situação atual

Hoje rodamos tráfego pago com orçamento diário de R$ 24,00 (4 públicos × R$ 6,00 cada — 2 anúncios e 2 públicos, totalizando 4 variações). Cada paciente que chega para atendimento paga R$ 300,00, e R$ 15,00 dessa receita são alocados para custear o tráfego.

Março/2026
Investimento em tráfegoR$ 745,00
Atendimentos realizados~33
Receita destinada ao tráfegoR$ 490,00
Defict bancado pela empresaR$ 255,00
Abril/2026
Investimento em tráfegoR$ 715,00
Atendimentos realizados28
Receita destinada ao tráfegoR$ 420,00
Defict bancado pela empresaR$ 295,00

Em média, a empresa está bancando R$ 275,00 por mês de defict do tráfego dos atendimentos. Isso acontece porque o custo real de captação por paciente é maior que o R$ 15,00 alocado.

2. Diagnóstico do problema

R$ 25,54
Custo real de captação por cliente (abril)
R$ 15,00
Valor alocado por cliente para tráfego
R$ 10,54
Defict por cliente atendido

Cada novo paciente custa em média R$ 25,54 em tráfego para chegar até a porta — mas hoje os atendimentos só destinam R$ 15,00 para cobrir essa captação. A diferença de R$ 10,54 por cliente é o que a empresa banca.

Por que isto importa

Enquanto o valor alocado por cliente (R$ 15,00) for menor que o custo real de captação (R$ 25,54), a empresa sempre bancará o defict — em qualquer volume de tráfego. Não adianta apenas reduzir o orçamento: é preciso ajustar a relação entre o que cada atendimento paga e o que cada cliente custa.

3. Cenários para zerar o defict

1
Reduzir o orçamento de tráfego
Não recomendado

Mantém os R$ 15,00 por cliente e corta o investimento em tráfego até que ele iguale a receita atual.

Orçamento diário
R$ 24,00 R$ 14,00
Investimento mensal
R$ 715,00 R$ 420,00
Valor por cliente
R$ 15,00 (mantém)
Corte no investimento
−41,7%
⚠ Aviso técnico importante

Esta projeção parte do pressuposto irreal de que cortar 41,7% do tráfego não reduz o número de atendimentos. Na prática, menos investimento significa menos pessoas alcançadas, menos conversas e menos atendimentos — provavelmente na mesma proporção.

Aplicando a regra real: 41,7% menos atendimentos = ~16 por mês × R$ 15 = R$ 240 de receita pro tráfego. Defict reapareceria em R$ 180/mês. O cenário não fecha de fato.

Resultado projetado (cenário otimista — assumindo atendimentos estáveis)
Tráfego mensalR$ 420,00
Receita destinada ao tráfegoR$ 420,00
DefictR$ 0,00

Conclusão: matematicamente parece zerar, mas reduz a operação pela metade. A empresa "para de bancar o defict" porque também para de receber atendimentos.

2
Aumentar o valor que cada cliente paga ao tráfego
Sustentável

Mantém o orçamento atual (R$ 24/dia) e ajusta a alocação interna do que o paciente paga: em vez de R$ 15,00 indo pro tráfego, vai R$ 26,00.

Orçamento diário
R$ 24,00 (mantém)
Investimento mensal
R$ 715,00 (mantém)
Valor por cliente para tráfego
R$ 15,00 R$ 26,00
Aumento por atendimento
+R$ 11,00
Resultado projetado
Tráfego mensalR$ 715,00
Receita pro tráfego (28 × R$ 26)R$ 728,00
Saldo+ R$ 13,00

O paciente continua pagando R$ 300 — só muda a alocação interna. Isso significa que o atendente recebe R$ 11,00 a menos por atendimento (R$ 285 → R$ 274). Mantém o volume de pacientes, e a empresa para de bancar o defict definitivamente.

3
Meio-termo: reduz um pouco o tráfego e aumenta um pouco por cliente
Recomendado

Combina os dois ajustes em uma proporção equilibrada: corta um pedaço do tráfego (sem comprometer demais o volume) e ajusta a alocação interna em uma faixa menor que a do Cenário 2.

Orçamento diário
R$ 24,00 R$ 20,00
Investimento mensal
R$ 715,00 R$ 600,00
Valor por cliente para tráfego
R$ 15,00 R$ 24,00
Aumento por atendimento
+R$ 9,00
Resultado projetado (atendimentos estimados: ~25/mês)
Tráfego mensalR$ 600,00
Receita pro tráfego (25 × R$ 24)R$ 600,00
SaldoR$ 0,00

Por que este é o equilíbrio mais saudável: reduz o investimento em tráfego em 17% (queda menor, com impacto menor no funil), e aumenta o valor por atendimento em R$ 9 (3% do valor total cobrado do paciente — quase imperceptível na operação). A empresa para de bancar o defict, e o atendente perde menos por atendimento que no Cenário 2.

Recomendação

O Cenário 3 (meio-termo) é o que oferece o melhor equilíbrio entre saúde do funil e zerar o defict:

  • Reduz o tráfego em apenas 17% — corte pequeno, com impacto controlado no volume de pacientes.
  • Aumenta a alocação por cliente em R$ 9,00 — passando de R$ 15 para R$ 24 do valor que cada atendimento destina ao tráfego.
  • O paciente continua pagando R$ 300,00 — nada muda na ponta, é uma realocação interna.
  • A empresa zera o defict e deixa de bancar os ~R$ 275/mês.
  • O atendente perde apenas R$ 9 por atendimento (vs R$ 11 do Cenário 2), redução marginal.

Próximo passo sugerido: aplicar o Cenário 3 em maio e medir por 2 meses. Se o volume de atendimentos se mantiver próximo de 25/mês, o equilíbrio está consolidado. Se cair muito, ajustamos: ou voltamos um pouco no orçamento, ou aumentamos mais um pouco a alocação por cliente.

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