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Hoje rodamos tráfego pago com orçamento diário de R$ 24,00 (4 públicos × R$ 6,00 cada — 2 anúncios e 2 públicos, totalizando 4 variações). Cada paciente que chega para atendimento paga R$ 300,00, e R$ 15,00 dessa receita são alocados para custear o tráfego.
Em média, a empresa está bancando R$ 275,00 por mês de defict do tráfego dos atendimentos. Isso acontece porque o custo real de captação por paciente é maior que o R$ 15,00 alocado.
Cada novo paciente custa em média R$ 25,54 em tráfego para chegar até a porta — mas hoje os atendimentos só destinam R$ 15,00 para cobrir essa captação. A diferença de R$ 10,54 por cliente é o que a empresa banca.
Enquanto o valor alocado por cliente (R$ 15,00) for menor que o custo real de captação (R$ 25,54), a empresa sempre bancará o defict — em qualquer volume de tráfego. Não adianta apenas reduzir o orçamento: é preciso ajustar a relação entre o que cada atendimento paga e o que cada cliente custa.
Mantém os R$ 15,00 por cliente e corta o investimento em tráfego até que ele iguale a receita atual.
Esta projeção parte do pressuposto irreal de que cortar 41,7% do tráfego não reduz o número de atendimentos. Na prática, menos investimento significa menos pessoas alcançadas, menos conversas e menos atendimentos — provavelmente na mesma proporção.
Aplicando a regra real: 41,7% menos atendimentos = ~16 por mês × R$ 15 = R$ 240 de receita pro tráfego. Defict reapareceria em R$ 180/mês. O cenário não fecha de fato.
Conclusão: matematicamente parece zerar, mas reduz a operação pela metade. A empresa "para de bancar o defict" porque também para de receber atendimentos.
Mantém o orçamento atual (R$ 24/dia) e ajusta a alocação interna do que o paciente paga: em vez de R$ 15,00 indo pro tráfego, vai R$ 26,00.
O paciente continua pagando R$ 300 — só muda a alocação interna. Isso significa que o atendente recebe R$ 11,00 a menos por atendimento (R$ 285 → R$ 274). Mantém o volume de pacientes, e a empresa para de bancar o defict definitivamente.
Combina os dois ajustes em uma proporção equilibrada: corta um pedaço do tráfego (sem comprometer demais o volume) e ajusta a alocação interna em uma faixa menor que a do Cenário 2.
Por que este é o equilíbrio mais saudável: reduz o investimento em tráfego em 17% (queda menor, com impacto menor no funil), e aumenta o valor por atendimento em R$ 9 (3% do valor total cobrado do paciente — quase imperceptível na operação). A empresa para de bancar o defict, e o atendente perde menos por atendimento que no Cenário 2.
O Cenário 3 (meio-termo) é o que oferece o melhor equilíbrio entre saúde do funil e zerar o defict:
Próximo passo sugerido: aplicar o Cenário 3 em maio e medir por 2 meses. Se o volume de atendimentos se mantiver próximo de 25/mês, o equilíbrio está consolidado. Se cair muito, ajustamos: ou voltamos um pouco no orçamento, ou aumentamos mais um pouco a alocação por cliente.